Professora Wilma Therezinha é homenageada em Santos por contribuição à preservação da História

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mesa de debates com seis pessoas sentadas e Wilma ao centro. #paratodosverem

Na semana de comemoração do Dia do Professor, Wilma Therezinha Fernandes de Andrade, uma referência no ensino da História na região, foi homenageada pela Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) neste sábado (11), durante a abertura da Semana da Memória-História Oral de Santos “José Esteves Evagelidis”, fazendo uma grande defesa da profissão. “O professor não é nada se os seus alunos não o ouvirem. Tudo o que sou devo aos meus alunos”.

A mestra aposentada no ano passado deu uma grande aula de vida e de compromisso com a Educação para o público que compareceu no auditório do Museu Pelé (Valongo). Muitos ex-alunos marcaram presença na plateia, como o vereador Marcos Caseiro e Maria do Carmo Valério. Um vídeo também foi exibido com depoimentos de outros que tiveram suas trajetórias pessoais e profissionais marcadas pela professora.

Entre muitas recordações de uma memória viva, Wilma contou que começou a lecionar aos 17 anos, o que na época era proibido. “Faltavam dois meses para eu completar 18. Fui denunciada por isso, mas a freira que dirigia o colégio me deixou continuar”.

Na homenagem também foi destacado o papel de Wilma na valorização da história e da memória da Cidade. Doutora em História Social pela USP e docente até o ano passado da Universidade Católica de Santos (Unisantos), ela é responsável por iniciativas importantes como o Centro de Documentação da Baixada Santista e o tradicional roteiro histórico de Santos. “Hoje as pessoas têm a consciência de preservação. Tem aqueles que reclamam, escrevem para o jornal, se movimentam. O patrimônio não é algo de uma pessoa, é coletivo”.

NOVAS GERAÇÕES

O presidente da Fams, Leonardo Defino, destacou a importância de desenvolver projetos que despertem nas novas gerações o interesse pela História utilizando a tecnologia e a inovação. “Em especial, para o Programa Memória-História Oral, da Fams, estamos projetando usar a Inteligência Artificial na divisão e na organização

dos temas dos depoimentos”. A Semana da Memória-História-Oral é uma reverência ao jornalista e pesquisador José Esteves Evagelidis, que morreu em 2023, e que coordenou o Programa Memória-História Oral, da Fams. O projeto, criado em 2004, reúne mais de 300 depoimentos de pessoas que contribuíram para a vida artística, cultural, política, social e esportiva da Cidade. Durante a abertura da semana também foi realizada a mesa-redonda História Oral: trajetórias, perspectivas e novas práticas com os pesquisadores Francisca Pini e Guilherme Nascimento, da Unifesp; Paulo Campbell e Anderson Caleffi, da UniSantos, que debateram o papel da história oral na preservação das identidades locais e sobre as formas de registrá-la, como a sua transcrição para que também se torne um documento escrito.

Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade. Conheça os outros artigos dos ODS.

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Fonte: Prefeitura de Santos

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